pombo

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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

A VERDADE X MENTIRA






Textos de Leitura: 1Jo 2, 22-28; Jo 1, 19-28


Caríssimos! Quem é mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo?
O Anticristo é aquele que nega o Pai e o Filho.
Todo aquele que nega o Filho também não possui o Pai.
Quem confessa o Filho possui também o Pai.
Permaneça dentro de vós aquilo que ouvistes desde o princípio.
Se o que ouvistes desde o princípio permanecer em vós, permanecereis com o Filho e com o Pai.
E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna.
Escrevo isto a respeito dos que procuram desencaminhar-vos.
Quanto a vós mesmos, a unção que recebestes da parte de Jesus permanece convosco, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine.
A sua unção vos ensina tudo, e ela é verdadeira e não mentirosa.
Por isso, conforme a unção de Jesus vos ensinou, permanecei nele.
Então, agora, filhinhos, permanecei nele.
Assim poderemos ter plena confiança, quando ele se manifestar, e não seremos vergonhosamente afastados dele, quando da sua vinda

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

ESTUDAR, ORAR E MEDITAR






Somente podemos desenvolver o potencial espiritual que temos dentro de nós se estabelecermos um certo tempo para orar diariamente a despeito das demandas e das tentações que nos assediam.

Devemos reservar um tempo para estudar, orar e meditar.

A crença no mal nunca vai permitir isto sem luta. Nossa determinação em subjugar o erro deve ser maior do que a determinação dele em nos controlar.

Nosso domínio sobre a crença no mal começa à medida que conseguimos ter no mínimo uma hora diária para estudo e oração.

Quando conseguimos estabelecer este tempo, devemos ter grande cuidado para que o magnetismo animal não interfira. Ele tentará nos fazer sonolentos e adormecer.

Este torpor hipnótico impede pensamentos mais profundos, contudo ele desaparece assim que desistirmos de orar.

Se a crença no mal não nos faz dormir, nos lembrará de muitas coisas urgentes que devem ser feitas antes que possamos realizar nosso propósito de orar.

Vai sugerir, depois que trabalhemos um pouco, que não fizemos o suficiente para aquele dia.

Trará interrupções – o telefone, a família precisará de nós, alguém virá à porta. Desviará nossos pensamentos fazendo que estes vagueiem.

Iniciaremos uma leitura, a oração e então, subitamente, perceberemos que estamos planejando o cardápio da próxima semana ou recordando uma cena que vimos na televisão.

Ao invés de orar, nossa mente estará absorvida com planos, ilusões, preocupações.

Gastaremos horas, dias e até semanas, recordando ou ensaiando eventos desarmoniosos, argumentando mentalmente com alguém, lamentando o passado ou especulando sobre o futuro.

A crença no mal tentará nos intimidar, sugerindo que não temos suficiente habilidade para compreender esta ciência. Ou nos induzirá a procrastinar com a crença de que esta decisão exige muito de nós.

A procrastinação é uma fraqueza humana que o auto juízo usa com grande vantagem: com estas boas intenções, ficamos calmos para adormecer.

Pretendemos estudar, porém dia após dia nossos esforços para avançar, espiritualmente, são pequenos, espasmódicos ou inexistentes.

Devemos estabelecer um tempo para orar e insistir em fazê-lo diariamente para que nosso trabalho possa trazer resultados de cura.

Qual a importância deste trabalho?

A Sra. Eddy escreveu uma vez:

“Nunca será demais para os Cientistas Cristãos o vigiar constante, o trancar cuidadosamente suas portas, ou o orar a Deus fervorosamente, para se livrarem das reivindicações do mal.

Assim fazendo, os Cientistas Cristãos silenciarão as sugestões do mal, colocarão a descoberto seus métodos e deterão sua influência oculta sobre a vida dos mortais.”

(p. 114: 21-26, Miscellaneous Writings)

Uma vez foi dito que se quisesse compreender a Ciência Cristã deveria orar por mim mesma no mínimo uma hora por dia. No começo achei muito difícil me concentrar dez minutos nas idéias abstratas sobre Deus e o homem. Tive que me forçar a fazer isto.

Algumas vezes passavam dias sem que eu fizesse este trabalho pois surgia um obstáculo atrás do outro. Gradativamente disciplinei-me para dedicar mais e mais tempo a cada dia, pensando realmente sobre coisas espirituais.

Finalmente pude me sentar durante uma hora inteira e afirmar a verdade e negar o magnetismo animal. Alguns dias orava de modo geral. Outros trabalhava com problemas específicos.

As curas que fluíram deste trabalho são difíceis de relatar. Desde o início, muitos falsos traços de caráter começaram a ser anulados, problemas físicos que pareciam incuráveis foram sanados, um senso muito limitado de suprimento começou a mudar.

Dia após dia, no âmago da minha consciência houve um emergir de antigas crenças e de desejos materiais que foram anulados.

Cada dia pude olhar para trás e ver a espiritualização do pensamento que resultou deste trabalho.

Gradualmente isto trouxe a cura de problemas profundamente enraizados, que nenhum esforço humano sozinho poderia ter resolvido.

Por mim mesma, nunca poderia ter planejado ou realizado o bem que fluiu deste trabalho.

Cada pessoa tem sua própria luta com o magnetismo animal em conseguir tempo e paz para poder orar. Felizmente esta luta inicial não requer metafísica profunda.

Uma vez que enxergamos os planos (...), podemos resistir de ser controlados por eles. Se estamos determinados a orar, podemos adquirir algum controle sobre nosso tempo e pensamento.

Se insistimos em ter este tempo sozinhos com Deus, as auto manipulações do mal diminuirão até que finalmente desaparecerão.

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

LEIS MORAIS: A LEI DE AMOR






No seu início, o homem não tem senão instintos; mais avançado e corrompido, só tem sensações; mais instruído e purificado, tem sentimentos; e o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas este sol interior que substitui a personalidade pela fusão dos seres.

Encarnados num mundo de expiação e provas, imperfeitos que somos, nossa própria afeição nos torna egoístas, porque nosso amor está restrito a um círculo íntimo de parentes ou amigos, de modo que todos os outros nos são mais ou menos indiferentes.




Para praticar a lei de amor é preciso que cheguemos, progressivamente, a amar a todos os nossos irmãos, indistintamente.

A lei de amor deverá, um dia, erradicar o egoísmo da Terra, sob qualquer forma que ele se apresente; porque além do egoísmo pessoal, há ainda o egoísmo de família, de casta, de nacionalidade.

Disse o Cristo: “Amai vosso próximo como a vós mesmos”; ora, qual é o limite do próximo? a família, a seita, a nação? Não, é a Humanidade toda.

Nos mundos superiores, é o amor recíproco que harmoniza e dirige a convivência feliz dos espíritos que os habitam.

Como no início o homem tem somente instintos, aquele cujos instintos o dominam está mais próximo do ponto de partida que do objetivo; quanto menos avançado, mais há nele o desejo de permanecer escravizado aos seus instintos.

Para avançar em direção ao objetivo, é preciso vencer os instintos em proveito dos sentimentos, quer dizer, aperfeiçoar estes, sufocando os germes latentes da matéria.

O amor, essa essência divina, se desenvolve e engrandece com a moralidade e a inteligência, e, ainda que comprimido pelo egoísmo, é a fonte de santas e doces virtudes que fazem as afeições sinceras e duráveis, e vos ajudam a transpor a rota escarpada e árida da existência humana.

Não creiais na esterilidade e no endurecimento do coração humano; ele cede, a seu malgrado, ao amor verdadeiro; é um ímã ao qual não pode resistir; o contato desse amor vivifica e fecunda os germes dessa virtude que está nos nossos corações em estado latente.

A Terra, morada de prova e exílio, será purificada por esse fogo sagrado, e verá praticar a caridade, a humildade, a paciência, o devotamento, a abnegação, a resignação, o sacrifício, virtudes todas filhas do amor.

Não deixeis a indiferença do mundo emudecer em vós as palavras de João, o Evangelista, que, quando a enfermidade e a velhice suspenderam o curso de suas pregações, não repetia senão estas doces palavras: “Meus filhinhos, amai-vos uns aos outros.”

Sois infinitamente melhores do que há cem anos; tendes de tal modo mudado, em vosso proveito, que aceitais, sem contestar, uma multidão de idéias novas sobre liberdade e fraternidade, que outrora rejeitastes; ora, daqui a cem anos, compreenderão e aceitarão com a mesma facilidade as idéias que não puderam ainda entrar em vosso cérebro.


(Autoria não mencionada. Contém trechos de
“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, cap XI)

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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

CAUSA DAS “INJUSTIÇAS






Sempre que nos sentimos injustiçados, que mergulhamos em ofensa, ressentimento e desejo de revide, se não lutamos contra essas perturbações do sentimento invigilante, negamos a fé em Deus.

Isso mesmo! Dizer-se injustiçado é negar a fé em Deus. Ora, como Deus poderia ser a bondade, a justiça e a sabedoria infinitas permitindo que passássemos por verdadeiras injustiças?

O esquecimento temporário do passado não significa que o passado não tenha existido. Lembremo-nos disso sempre que sofrermos uma “injustiça” cuja causa não podemos encontrar na vida atual.

Todas as dores e decepções da vida são provas ou expiações de dívidas (atuais ou pretéritas).

Dizemo-nos cristãos, alegamos compreender a pluralidade das existências, bem como o resgate de faltas passadas; mas, geralmente, na vida prática ainda não agimos com a mesma fé que dizemos possuir. Jesus morreu orando pelos que o matavam.

E como podemos nos alegar cristãos, se nem ao menos fazemos esforços para desejar o bem a quem nos faz um mal pequeno?

Não respeitamos as opiniões dos outros, mas fazemos o oposto. Feito bombas de pavio muito curto, basta-nos um ponto de vista diferente do nosso para nos sentirmos ofendidos, afrontados mesmo, e logo explodimos em injúrias.

Ah, como faltamos com a caridade moral!

Maldizer, maltratar, malquerer um irmão que nos fere o orgulho é tornar-se igual ou pior do que ele.

Se, face a uma contrariedade qualquer não recuamos à idéia de responder com calúnias, faltamos ao dever de amor ao próximo, que é condição fundamental para merecermos a clemência do Pai.

Se fôssemos bons como pensamos ser, não estaríamos num mundo de expiação e provas, que tem no sofrimento a sua principal ferramenta de progresso moral.

O orgulho perdeu o homem na Terra, disse o Cristo. O orgulho nos faz pensar que somos bons; mas é o orgulho-ferido que revela quem nós somos.

Pensemos nisso!


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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Luz Interior






Abre-te coração

Ás portas do infinito

E ao infinito bem de ver,

Ver e crer na dor que te transformas

Abre-te à Luz que te ilumina

És um ser flutuante

Entre as margens das dimensões que experiências.

Deixes que a Luz chegue à consciência

E a consciência ilumine a razão

Pois, na razão das coisas que te ocupas,

Ocupam todas as coisas que não são da razão

Acredite que és livre como a Luz

Maleável como a água…

Impermeia-te Ser

Dos elementos componentes

Do fogo e do éter

Porque aí EU SOU!


(Vera Lúcia Heideier)


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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Evangelho (Mateus 7,6.12-14)






Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 6“Não deis aos cães as coisas santas, nem atireis vossas pérolas aos porcos; para que eles não as pisem com o pés e, voltando-se contra vós, vos despedacem.

12Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles. Nisto consiste a Lei e os Profetas.

13Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ele!

14Como é estreita a porta e apertado o caminho que leva à vida! E são poucos os que o encontram”!


Evangelho (Mateus 7,6.12-14)


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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Não retribuir o mal recebido com outro mal






O princípio do "olho por olho e dente por dente" (lei do talião), com um caráter jurídico-social (Ex 21,23-24), abre as portas para a vingança pessoal.

A prática da vingança gera uma espiral de violência. Não retribuir o mal recebido com outro mal é uma maneira de resistir ao círculo vicioso da violência.

A questão se coloca também ao nível de relações internacionais.

O terrorismo de estado com imenso poderio militar empreende violentas e cruéis guerras de ocupação, visando a ganhos financeiros, que geram a reação terrorista dos pequenos, precariamente armados, com sacrifício de suas próprias vidas.

Permanece acesa a chama da violência.

O "não resistir" ao malvado não significa a submissão passiva ao mal que se propaga. Trata-se de não resistir violentamente.

Entende-se que se sugere uma resistência não violenta ativa.

Quando a reação do malvado que esbofeteia é causada por algum bem que o outro fez, oferecer a outra face é perseverar na prática do mesmo bem.

Jesus questionou aquele que o esbofeteou (Jo 18,22-23).

O pobre que luta por seus direitos e é agredido pelos poderosos não vai submeter-se à prepotência e abandonar a sua luta, e sim a manterá com firmeza.

Na prática de Jesus encontramos a esperança da paz.


José Raimundo Oliva


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